Argentina
En este artículo de investigación analizaremos el proceso de creación de escuelas para mujeres (Normal N. º 1, Comercial N. º 1, Profesional N.º 1 y Liceo N.º 1) ubicadas en la ciudad de Buenos Aires, en base a los informes que debían elevar anualmente las directoras a las autoridades, entre 1880 y 1940. Nos interesa aquí poner el foco en las características de cada escuela, de las trayectorias de las directoras y de las alumnas. Mostraremos que estas distintas creaciones de establecimientos de enseñanza secundaria, normal y especial no fueron neutrales en términos de género, dado que los funcionarios evitaron ofrecer las mismas oportunidades educativas a varones y mujeres, en el entendido que ambos estaban “naturalmente” mejor preparados para cursar en una u otra escuela.
In this article, we analyze the process of creating schools for women (Normal N. º 1[Teacher Training College], Comercial N. º 1 [Commercial School], Profesional N.º 1[Vocational School], and Liceo N.º 1[Secondary School]) located in Buenos Aires, based on reports written by directors to the authorities from 1880 to 1940. We focus on the characteristics of each school, the trajectories of the directors, and the students. We will demonstrate that the establishment of these different institutions was not gender-neutral, since officials avoided offering the same educational opportunities to men and women under the assumption that each gender was “naturally” better suited for one type of school over another.
Neste artigo, analisamos o processo de criação de escolas para mulheres (Normal Nº 1 [Escola de formação docente], Comercial Nº 1, Profissional Nº 1 e Liceu Nº 1[Ensino Médio]) localizadas em Buenos Aires, com base nos relatórios escritos pelos diretores às autoridades entre 1880 e 1940. Nosso foco são as características de cada escola, as trajetórias dos diretores e dos alunos. Demonstraremos que a criação dessas diferentes instituições não foi neutra em termos de gênero, uma vez que as autoridades evitaram oferecer as mesmas oportunidades educacionais a homens e mulheres, partindo do pressuposto de que cada gênero era “naturalmente” mais adequado a um tipo de escola do que a outro.