Ambato, Ecuador
El estudio tuvo como objetivo principal analizar la viabilidad jurídica y social de incorporar el divorcio unilateral en la legislación ecuatoriana. En ese momento, la regulación del divorcio en Ecuador exigía un modelo causalista que requería justificar judicialmente la ruptura matrimonial. Esta situación, incluso cuando la convivencia era insostenible, vulneraba la autonomía personal y generaba conflictos innecesarios, además de un significativo desgaste emocional. La metodología empleada en la investigación se basó en un enfoque cualitativo, dogmático-crítico y comparado. A través del análisis de normativas, doctrinas y jurisprudencia tanto a nivel nacional como internacional, se buscó determinar si el modelo vigente era compatible con un Derecho de Familia garantista. Los hallazgos demostraron que el sistema en uso contradecía principios constitucionales como la dignidad y el libre desarrollo de la personalidad. En sus conclusiones, la investigación señaló que el divorcio unilateral, donde la sola voluntad de uno de los cónyuges era suficiente para disolver el matrimonio, habría representado una opción más justa, humana y coherente con el marco constitucional. Este modelo habría permitido disolver el vínculo sin necesidad de invocar causales específicas ni prolongar procesos litigiosos, lo que, según el estudio, habría sido una reforma necesaria para alinear la legislación con los derechos fundamentales de los ciudadanos
The main objective of this study was to analyze the legal and social feasibility of incorporating unilateral divorce into Ecuadorian law. At that time, divorce regulations in Ecuador required a causal model that required judicial justification of marital dissolution. This situation, even when cohabitation was unsustainable, violated personal autonomy and generated unnecessary conflicts, in addition to significant emotional strain. The research methodology was based on a qualitative, dogmatic-critical, and comparative approach. Through the analysis of regulations, doctrines, and jurisprudence at both the national and international levels, the aim was to determine whether the current model was compatible with a guarantee-based Family Law. The findings demonstrated that the current system contradicted constitutional principles such as dignity and the free development of personality. In its conclusions, the study indicated that unilateral divorce, where the sole will of one spouse was sufficient to dissolve the marriage, would have represented a more just, humane, and consistent option within the constitutional framework. This model would have allowed the marriage to be dissolved without invoking specific grounds or protracted litigation, which, according to the study, would have been a necessary reform to align the legislation with the fundamental rights of citizens.
O principal objetivo deste estudo foi analisar a viabilidade jurídica e social da incorporação do divórcio unilateral no direito equatoriano. Nessa altura, a legislação sobre o divórcio no Equador exigia um modelo causal que exigia a justificação judicial da dissolução conjugal. Esta situação, mesmo quando a coabitação era insustentável, violava a autonomia pessoal e gerava conflitos desnecessários, para além de um significativo desgaste emocional. A metodologia da investigação baseou-se numa abordagem qualitativa, dogmático-crítica e comparativa. Através da análise de normas, doutrinas e jurisprudência, tanto a nível nacional como internacional, procurou-se determinar se o modelo vigente era compatível com um Direito da Família baseado em garantias. Os resultados demonstraram que o sistema vigente contrariava princípios constitucionais como a dignidade e o livre desenvolvimento da personalidade. Nas suas conclusões, o estudo indicou que o divórcio unilateral, em que a vontade exclusiva de um dos cônjuges era suficiente para dissolver o casamento, teria representado uma opção mais justa, humana e consistente dentro do quadro constitucional. Este modelo teria permitido a dissolução do casamento sem a invocação de fundamentos específicos ou litígios prolongados, o que, segundo o estudo, teria sido uma reforma necessária para alinhar a legislação com os direitos fundamentais dos cidadãos.