Ambato, Ecuador
El presente artículo tuvo como objetivo analizar la necesidad de incorporar un tipo penal específico en el Código Orgánico Integral Penal (COIP) de Ecuador para sancionar la creación y difusión de contenido íntimo no consentido generado mediante inteligencia artificial (deepfakes), debido al vacío normativo que actualmente impide una protección adecuada de las víctimas. La metodología empleada fue de corte cualitativo, utilizando los métodos de revisión bibliográfica, análisis jurídico y derecho comparado, especialmente con el caso español. Entre los principales resultados se evidencia que el 96 % de los deepfakes detectados en Internet son pornográficos y afectan principalmente a mujeres; además, más del 80 % de los operadores de justicia ecuatorianos consideran que la legislación actual es insuficiente para enfrentar este tipo de ciberdelitos. Como conclusión, se destaca la urgencia de reformar el COIP mediante la creación de un tipo penal autónomo que contemple la especificidad técnica y social de los deepfakes sexuales no consentidos, así como la necesidad de fortalecer las capacidades institucionales y judiciales, promoviendo un enfoque integral que combine sanción penal, prevención, reparación a las víctimas y educación digital.
This article aims to analyze the need to incorporate a specific criminal offense into Ecuador's Comprehensive Organic Criminal Code (COIP) to sanction the creation and dissemination of non-consensual intimate content generated through artificial intelligence (deepfakes), due to the current legal vacuum that prevents adequate protection for victims. The methodology used was qualitative, employing literature review, legal analysis, and comparative law methods, particularly with the Spanish case. Among the main findings, it is evident that 96% of deepfakes detected on the Internet are pornographic and primarily affect women; additionally, over 80% of Ecuadorian justice system operators believe that current legislation is insufficient to address this type of cybercrime. In conclusion, the article highlights the urgent need to reform the COIP by creating an autonomous criminal offense that reflects the technical and social specificities of non-consensual sexual deepfakes, as well as the need to strengthen institutional and judicial capacities, promoting a comprehensive approach that combines criminal sanctions, prevention, victim reparation, and digital education.
Este artigo teve como objetivo analisar a necessidade de incorporar um tipo penal específico ao Código Penal Orgânico Integral (COIP) do Equador para punir a criação e a disseminação de conteúdo íntimo não consensual gerado por inteligência artificial (deepfakes), devido à lacuna regulatória que atualmente impede a proteção adequada das vítimas. A metodologia empregada foi qualitativa, utilizando revisão bibliográfica, análise jurídica e direito comparado, especialmente com o caso espanhol. Entre os principais resultados, evidencia-se que 96% dos deepfakes detectados na internet são pornográficos e afetam principalmente mulheres; além disso, mais de 80% dos funcionários da justiça equatoriana consideram a legislação atual insuficiente para lidar com esse tipo de crime cibernético. Concluindo, destacamos a necessidade urgente de reformar o Código de Infrações Penais (COIP), criando uma infração penal independente que aborde a especificidade técnica e social dos deepfakes sexuais não consensuais, bem como a necessidade de fortalecer as capacidades institucionais e judiciais, promovendo uma abordagem abrangente que combine sanções penais, prevenção, reparação às vítimas e educação digital.