Valdemar de Paula Carvalho, Thaiz da Silva Martins
Os grupos sanguíneos, determinados pelo sistema ABO e fator Rh, estão ligados à diversas áreas da medicina, com um papel relevante nas áreas de doenças hemolíticas, doações e transfusões sanguíneas. Desta forma, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a frequência dos grupos sanguíneos ABO e fator Rh em uma população humana, diagnosticada nos laboratórios Laborvida e BioAnálise, localizados na cidade de Quirinópolis-Goiás. Os dados coletados foram analizados considerando a frequência dos grupos sanguíneos ABO e fator Rh individualmente, bem como associados. Foram avaliados um total de 1013 indivíduos. Para o sistema ABO, o grupo O foi o mais frequente com 45,80%, seguido do A com 39,88%, B com 10,46% e AB com 3,85%. Para o fator Rh, o mais frequênte foi o Rh+ com 88,15%, seguido do Rh- com 11,85%. Porém, quando associados o sistema ABO e o fator Rh, o grupo O+ foi o mais frequente com 41,36%, seguido do A+ com 34,55%, B+ com 9,38%, A- com 5,53%, O- com 4,43%, AB+ com 2,86, B- com 1,09% e AB- com 0,99%. As frequências dos grupos A, B, AB e O avaliados individualmente, bem como associados ao fator Rh dos indivíduos, obtidas no presente trabalho, concordam com outros resultados descritos na literatura para outras regiões do Brasil. A prevalência do grupo sanguíneo O e do fator Rh+ na população avaliada, provavelmente está associada a fatores étnicos, raciais e genéticos ligados à origem histórica na formação da população brasileira.