A malária causa 260 milhões de casos e 600 mil mortes anualmente, sendo Plasmodium falciparum a espécie mais letal. A crescente resistência desse parasita reforça a necessidade de novos agentes terapêuticos. O gênero Simaba reúne espécies tradicionalmente utilizadas no tratamento da malária e inclui espécies pouco estudadas, como a Simaba pubicarpa. O objetivo deste trabalho foi realizar estudo inédito da composição química e da atividade antiplasmodial in vitro do extrato hidrometanólico (MeOH/H2O) das folhas de S. pubicarpa, das frações cromatográficas desse extrato, do galato de metila isolado da planta e de galatos de alquila sintetizados. Após a extração com hexano, as folhas foram extraídas com MeOH/H2O. O extrato de MeOH/H2O apresentou atividade antiplasmodial in vitro frente à cepa K1 de Plasmodium falciparum (CI50 = 11,1 μg mL-1). Em seguida, o extrato de MeOH/H₂O foi particionado com hexano, depois AcOEt. A fração de AcOEt foi submetida à cromatografia de fase-reversa, resultando em frações ativas (CI50 = 2,8 - 25,5 μg mL-1) e o galato de metila isolado (CI50 = 15,1 μM). Posteriormente, galatos de alquila foram sintetizados e avaliados (CI50 = 19,0 - 36,2 μM). Os resultados demonstram a atividade antiplasmodial das folhas e o potencial farmacológico de S. pubicarpa, de onde o galato de metila, o mais ativo entre os galatos testados, foi isolado. Esses achados reforçam a importância da investigação de espécies vegetais nativas na busca por novos agentes antimaláricos.