El hipotético letargo de las familias en cuanto a la participación en los procesos educativos y la gestión de la escuela pública ha sido el foco de las políticas públicas recientes. Estos se basan en el supuesto de que la participación de la familia es esencial para optimizar el rendimiento académico de los estudiantes. En este ensayo, pretendemos discutir la falibilidad de algunos supuestos que subyacen en el desarrollo de estas políticas, mostrando que la no participación de los miembros de la familia en los procesos educativos puede ser entendida como un despliegue de cambios macroestructurales. Se argumenta que los conflictos en la relación entre familia y escuela se derivan de una metamorfosis en las relaciones laborales que llevan a los padres y tutores a un estado de agotamiento, pérdida de legitimidad del rol paterno y reconfiguración en la forma de entender la educación, dejándola entendiéndola. como bien público y estableciendo con él una lógica de consumo, los individuos pasan a exigir garantías de calidad al Estado o a la institución sin, sin embargo, reconocer el carácter comunitario y la sensibilidad social con las instituciones educativas.
A hipotética letargia das famílias à participação nos processos educativos e na gestão da escola pública tem sido foco de recentes políticas públicas. Estas partem do pressuposto de que o envolvimento familiar é imprescindível para otimizar o rendimento acadêmico dos estudantes. Neste ensaio, pretende-se discutir a falibilidade de algumas suposições que fundamentam o desenvolvimento destas políticas, evidenciando que a não-participação dos familiares nos processos educativos pode ser compreendida como um desdobramento de mudanças macroestruturais. Argumenta-se que os conflitos na relação família e escola, decorre de uma metamorfose nas relações trabalhistas que levam os pais e responsáveis a um estado de exaustão, perda da legitimidade da função paterna e reconfiguração no modo de compreender a educação, deixando-a de compreender como um bem público e se estabelece com ela uma lógica de consumo, os indivíduos passam a exigir do estado ou da instituição garantias de qualidade sem, contudo, reconhecer o caráter comunitário e a responsividade social com as instituições educativas.
The hypothetical lethargy of families in participating in educational processes and in the management of public schools has been the focus of recent public policies. These policies are based on the assumption that family involvement is essential to optimize students' academic performance. This essay aims to discuss the fallibility of some assumptions that underlie the development of these policies, showing that the non-participation of family members in educational processes can be understood as a consequence of macro-structural changes. It is argued that conflicts in the relationship between family and school arise from a metamorphosis in labor relations that lead parents and guardians to a state of exhaustion, loss of legitimacy of the paternal function, and a reconfiguration in the way education is understood, no longer as a public good but rather as a consumer product. Individuals then begin to demand quality guarantees from the state or educational institutions, without recognizing the community nature and social responsibility of educational institutions. The essay concludes that the lack of family involvement in education cannot be simply treated as an individual responsibility problem, but must be understood in the broader context of neoliberalism and changes in the relationship between family, work, and education.