Luis Beccaria
, Rosana Maurizio
, Sol Catania
, Silvana Noemí Martínez
América Latina ha sido una de las regiones más afectadas por la crisis de la pandemia de COVID-19. El objetivo de este trabajo es evaluar la dinámica de la desigualdad de ingresos familiares y sus componentes desde el inicio de la pandemia hasta fines de 2021 en Argentina, Brasil, Colombia, Costa Rica, Perú y Uruguay. El empeoramiento laboral durante el periodo inicial de contracción tuvo un impacto desigualador que se asoció a la pérdida significativa de empleos informales. Este efecto fue parcialmente compensado por las políticas de transferencias monetarias implementadas. Durante el periodo de recuperación se observa el impacto opuesto de estas fuentes, ya que la mayoría de los países redujeron o eliminaron gradualmente esas transferencias a medida que el empleo y los ingresos laborales se fueron recuperando. Dos años después del inicio de la pandemia de COVID-19, excepto en Colombia y Costa Rica, la desigualdad de ingresos es igual o inferior a 2019. Ello se produjo a pesar de que los ingresos familiares totales se encuentran aún por debajo de los niveles de ese año.
Latin America was one of the regions hardest hit by the COVID-19 pandemic. This paper aims to assess the evolution of family income inequality and its components from the onset of the pandemic to the end of 2021 in six Latin American countries: Argentina, Brazil, Colombia, Costa Rica, Peru and Uruguay. The unequalising impact of the worsening of the labour market during the contraction period was associated with the significant loss of informal jobs. This effect was partially offset by the equalising role of cash transfer policies. During the recovery period, the distributive impacts of these income sources were the opposite of those observed during the contraction period, as most countries gradually reduced or ceased these transfers while labour incomes partially rebounded. Two years into the COVID-19 pandemic, income inequality in most countries either remained the same or had decreased compared to 2019, even though total family incomes are still below the levels of that year.
A América Latina tem sido uma das regiões mais afetadas pela crise da pandemia de COVID-19. O objetivo deste trabalho é avaliar a dinâmica da desigualdade da renda familiar e de seus componentes, desde o início da pandemia até o final de 2021 em Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Peru e Uruguai. A deterioração do trabalho durante o período inicial de contração teve um impacto desigual associado à perda significativa de empregos informais. Esse efeito foi parcialmente compensado pelo papel equalizador das políticas de transferência de renda. Durante o período de recuperação, o impacto dessas fontes de renda se reverteu, já que a maioria dos países reduziu gradualmente ou cessou essas transferências à medida que o emprego e, consequentemente, a renda do trabalho, parcialmente se recuperaram. Dois anos após o início da pandemia de COVID-19, exceto na Colômbia e na Costa Rica, a desigualdade de renda nos demais países permaneceu igual ou diminuiu em comparação com 2019. Isso ocorreu apesar do fato de a renda familiar total ainda estar abaixo dos níveis daquele ano.