Reynell Badillo Sarmiento
, Luis Fernando Trejos Rosero
¿Por qué las organizaciones criminales optan por los desmembramientos, una práctica costosa y que exige muchos recursos, en lugar de los asesinatos selectivos? En este artículo cuestionamos que esta violencia brutal sea simplemente el resultado de rivalidades entre grupos criminales o una forma de encubrir la violencia. Más bien, argumentamos que son funcionales para consolidar regímenes de gobernanza criminal. Al hacer público el desmembramiento y/o los motivos detrás de él, los grupos criminales delimitan qué comportamientos son aceptables y refuerzan su sistema de normas y castigos. Los desmembramientos son una forma de violencia comunicativa dirigida a tres audiencias: rivales, miembros del grupo y civiles. Mostramos evidencia de esto a través de una base de datos cualitativa en Barranquilla, Colombia, y múltiples entrevistas realizadas durante más de cinco años de trabajo de campo. Este artículo contribuye a la comprensión de los mecanismos de violencia extra-letal que sostienen la gobernanza criminal en las ciudades de Latinoamérica.
Porque é que as organizações criminosas optam por desmembramentos, uma prática dispendiosa e que consome muitos recursos, em vez de assassinatos selectivos? Neste artigo, questionamos que esta violência brutal seja simplesmente o resultado de rivalidades entre grupos criminosos ou uma forma de encobrir a violência. Em vez disso, argumentamos que são funcionais para consolidar regimes de governança criminal. Ao publicitarem os desmembramentos e/ou os motivos que os motivam, os grupos criminosos delimitam quais comportamentos são aceitáveis e reforçam o seu sistema de normas e punições. Os desmembramentos são uma forma de violência comunicativa dirigida a três públicos: rivais, membros do grupo e civis. Apresentamos provas deste facto através de uma base de dados qualitativa em Barranquilla, Colômbia, e de múltiplas entrevistas realizadas durante mais de cinco anos de trabalho de campo. Este artigo contribui para a compreensão dos mecanismos de violência extra-letais que sustentam a governação criminal nas cidades da América Latina.
Why do organised criminal groups (OCGs) resort to dismemberment – a costly and resource-intensive practice – rather than simpler targeted killings? This article challenges the notion that such brutal violence is solely a byproduct of inter-criminal rivalries or efforts to conceal violence. Instead, we argue that dismemberments serve to entrench criminal governance regimes. By publicising these acts and/or the reasons behind them, criminal groups are demarcating the boundaries of acceptable behaviour and reinforcing their system of norms and punishments. Dismemberments serve as communicative violence targeting three audiences: rivals, group members and civilians. We demonstrate the logic of this argument through an original qualitative dataset of dismemberment cases in Barranquilla, Colombia, and multiple interviews gathered during over five years of fieldwork. This article contributes to understanding the mechanisms of extra-lethal violence that sustain criminal governance in Latin American cities.