Las ciencias sociales han contribuido al entendimiento de las condiciones necesarias para superar la violencia política, así como a la consideración de la reconciliación como el enfoque más completo para la resolución positiva de los conflictos, ya que permite abordar las raíces de la confrontación, mejorar las relaciones entre las partes enfrentadas y establecer compromisos estructurales duraderos. El objetivo principal que persigue este artículo es visibilizar cómo la justicia restaurativa, en tanto componente importante de la justicia transicional, resulta la vía más oportuna para alcanzar esa reconciliación, siendo clave para la creación de una sociedad post-conflictual pacífica, estable y sana entre los grupos anteriormente beligerantes y la comunidad. La investigación cualitativa utilizada se centró en la exploración de fenómenos sociales y humanos de países en América Latina donde la violencia política ha sido un problema persistente, fundamentalmente Argentina, utilizando métodos de recolección de datos como entrevistas, observaciones y análisis de documentos, para obtener una comprensión profunda y detallada. Dentro de los resultados encontrados emerge, principalmente, un conjunto de estrategias con las cuales se busca la reconstrucción del tejido social, lo que incluye distintas prácticas sociales y restaurativas. La variabilidad de las mismas a lo largo de los años da cuenta de una sociedad que tarda en cicatrizar su herida, pero también de una memoria activa que impulsa a una búsqueda permanente, que incluye a las nuevas generaciones y que no se agota nunca, persiguiendo férreamente alcanzar la reestructuración de ese algo —individual y social— que ha sido roto en el pasado.
Social sciences have contributed to understanding the conditions necessary to overcome political violence, as well as to the recognition of reconciliation as the most comprehensive approach to positive conflict resolution, as it allows addressing the roots of a conflict, improving relations between opposing parties, and establishing lasting structural commitments. The main objective of this article is to highlight how restorative justice is the most opportune way to achieve this reconciliation, as an important component of transitional justice, being key to creating a peaceful, stable, healthy post-conflict society between formerly warring groups and the community. Qualitative research has focused on exploring social and human phenomena in Latin American countries. In these countries, political violence has been a persistent problem, primarily in Argentina, using data collection methods such as interviews, observations, and document analysis to obtain a detailed understanding. A set of strategies merges among the results found, primarily aimed at rebuilding the social fabric, which includes various social and restorative practices. Their variability over the years reflects a society that takes time to heal its wounds, but also an active memory that drives a constant search, which includes new generations and never ceases, relentlessly pursuing a restructuring of that something—individual and social—that has been broken in the past.
As ciências sociais têm contribuído para o entendimento das condições necessárias à superação da violência política, bem como para a consideração da reconciliação como a abordagem mais abrangente para a resolução positiva dos conflitos, pois permite abordar as raízes da confrontação, melhorar as relações entre as partes envolvidas e estabelecer compromissos estruturais duradouros. O principal objetivo deste artigo é evidenciar como a justiça restaurativa, enquanto componente importante da justiça de transição, constitui o caminho mais oportuno para alcançar essa reconciliação, sendo fundamental para a criação de uma sociedade pós-conflito pacífica, estável e saudável entre os grupos anteriormente beligerantes e a comunidade. A pesquisa qualitativa utilizada concentrou-se na exploração de fenômenos sociais e humanos em países da América Latina onde a violência política tem sido um problema persistente, com ênfase na Argentina, utilizando métodos de coleta de dados como entrevistas, observações e análise de documentos, a fim de obter uma compreensão profunda e detalhada. Entre os resultados encontrados, destaca-se um conjunto de estratégias voltadas à reconstrução do tecido social, que inclui diversas práticas sociais e restaurativas. A variabilidade dessas práticas ao longo dos anos revela uma sociedade que demora a cicatrizar suas feridas, mas também uma memória ativa que impulsiona uma busca permanente, que envolve as novas gerações e que nunca se esgota, perseguindo firmemente a reestruturação daquilo — individual e social — que foi rompido no passado.