El artículo tiene como objetivo estudiar el rol del arte y la cultura como instrumento de resistencia, reparación y denuncia en procesos de reparación simbólica desde la experiencia de las madres de Soacha como víctimas indirectas de ejecuciones arbitrarias. La investigación se desarrolló bajo un enfoque cualitativo, mediante una revisión bibliográfica y doctrinal. Las fuentes fueron seleccionadas a través de una muestra teórica, bajo criterios de escogencia relacionados con documentos académicos y normativos con temáticas sobre derechos de las víctimas, memoria, arte, litigio estético y reparación. La técnica de la revisión bibliográfica facilitó triangular las diferentes perspectivas teóricas para interpretar el fenómeno de manera integral. No obstante, la técnica no permitió contrastar de forma directa las prácticas y, en ese sentido, los hallazgos se describen de forma interpretativa. Esta metodología permitió aplicar el test propuesto por la profesora Yolanda Sierra con el fin de definir si las prácticas ejecutadas por las víctimas pueden ser consideradas formas de litigio estético o artístico y, eventualmente ser incorporadas a la reparación simbólica. La indagación permitió identificar que, ante la impunidad e insuficiencia institucional en las garantías básicas de las víctimas, las manifestaciones artísticas y culturales desarrolladas por las madres de Soacha tienen la potencialidad de aportar a la memoria colectiva y a la dignificación de las víctimas. A través de la simbología y la expansión cultural se aporta a la verdad, justicia y reparación. En ese sentido, se determina que el arte como dispositivo de resistencia y restablecimiento, puede configurarse como un instrumento legítimo en los procesos judiciales. Las expresiones en el caso de las madres de Soacha representan la consecución del litigio estético y, por ello pueden ser incorporados a los procesos de reparación integral y simbólica.
O artigo tem como objetivo estudar o papel da arte e da cultura como instrumento de resistência, reparação e denúncia em processos de reparação simbólica a partir da experiência das mães de Soacha como vítimas indiretas de execuções arbitrárias. A pesquisa foi desenvolvida sob uma abordagem qualitativa, mediante revisão bibliográfica e doutrinária. As fontes foram selecionadas por meio de uma amostra teórica, sob critérios de escolha relacionados a documentos acadêmicos e normativos com temáticas sobre direitos das vítimas, memória, arte, litígio estético e reparação. A técnica de revisão bibliográfica facilitou a triangulação das diferentes perspectivas teóricas para interpretar o fenômeno de forma integral. No entanto, a técnica não permitiu contrastar de maneira direta as práticas e, nesse sentido, os achados são descritos de forma interpretativa. Essa metodologia permitiu aplicar o teste proposto pela professora Yolanda Sierra com o objetivo de definir se as práticas executadas pelas vítimas podem ser consideradas formas de litígio estético ou artístico e, eventualmente, ser incorporadas à reparação simbólica. A investigação permitiu identificar que, diante da impunidade e da insuficiência institucional nas garantias básicas das vítimas, as manifestações artísticas e culturais desenvolvidas pelas mães de Soacha têm o potencial de contribuir para a memória coletiva e para a dignificação das vítimas. Por meio da simbologia e da expansão cultural, contribui-se para a verdade, a justiça e a reparação. Nesse sentido, determina-se que a arte, como dispositivo de resistência e restabelecimento, pode configurar-se como um instrumento legítimo nos processos judiciais. As expressões no caso das mães de Soacha representam a consecução do litígio estético e, por isso, podem ser incorporadas aos processos de reparação integral e simbólica.
This article aims to study the role of art and culture as an instrument of resistance, reparation, and denunciation in symbolic reparation processes, based on the experience of the mothers from Soacha as indirect arbitrary execution victims. This research was conducted using a qualitative approach, through a bibliographic and doctrinal review. Sources were selected through a theoretical sample, using selection criteria related to academic and normative documents on victims' rights, memory, art, aesthetic litigation, and reparation. The bibliographic review technique facilitated the triangulation of different theoretical perspectives to interpret the phenomenon comprehensively. However, the technique did not allow for a direct comparison of practices, and therefore, the findings are described interpretively. This methodology allowed us to apply the test Professor Yolanda Sierra proposed to determine whether victims’ practices can be considered forms of aesthetic or artistic litigation and, eventually, be incorporated into symbolic reparation. This research identified that, given the impunity and institutional inadequacy of victims› basic rights, the artistic and cultural expressions developed by mothers from Soacha have the potential to contribute to the collective memory and the dignification of the victims. Through symbolism and cultural expansion, they contribute to truth, justice, and reparation. In this sense, it is determined that art, as a device of resistance and restoration, can be configured as a legitimate instrument in judicial proceedings. The expressions in the case of the mothers from Soacha represent the achievement of aesthetic litigation and, therefore, can be incorporated into processes of comprehensive and symbolic reparation.