Bolivia
La figura del colaborador eficaz fue incorporada en Bolivia mediante la Ley No. 1390 de 2021, y su correspondiente Guía de Actuación aprobada en 2022, como un mecanismo procesal especial que permite a imputados por delitos de corrupción acceder a beneficios premiales. Esta investigación cualitativa, analiza si dicha regulación es compatible con las garantías del derecho a la defensa. A través de una revisión documental y un análisis normativo, comparado, doctrinal y jurisprudencial, se identificaron vacíos e inconsistencias que comprometen el ejercicio efectivo de este derecho fundamental. Se concluye que la normativa vigente requiere reformas que aseguren la compatibilidad del procedimiento con los estándares interamericanos en materia de garantías procesales mínimas, evitando restricciones desproporcionadas al derecho a la defensa.
The concept of an effective collaborator was incorporated in Bolivia through Law 1390 of 2021, and its corresponding Action Guide was approved in 2022, as a special procedural mechanism that allows those accused of corruption crimes to access reward benefits. This qualitative research analyzes whether this regulation is compatible with the guarantees of the right to defense. Through a documentary review and a normative, comparative, doctrinal, and jurisprudential analysis, gaps and inconsistencies were identified that compromise the effective exercise of this fundamental right. It is concluded that current regulations require reforms to ensure the compatibility of the procedure with Inter-American standards regarding minimum procedural guarantees, avoiding disproportionate restrictions on the right to defense.
A figura do colaborador premiado foi incorporada na Bolívia por meio da Lei nº 1390 de 2021 e de seu respectivo Guia de Atuação, aprovado em 2022, como um mecanismo processual especial que permite aos acusados por crimes de corrupção acessar benefícios premiais. Esta pesquisa qualitativa analisa se tal regulamentação é compatível com as garantias do direito de defesa. Por meio de uma revisão documental e de uma análise normativa, comparada, doutrinária e jurisprudencial, foram identificadas lacunas e inconsistências que comprometem o exercício efetivo desse direito fundamental. Conclui-se que a normativa vigente requer reformas que assegurem a compatibilidade do procedimento com os padrões interamericanos em matéria de garantias processuais mínimas, evitando restrições desproporcionais ao direito de defesa.