Ferramentas computacionais como molecular docking e simulações de dinâmica molecular (MD) têm se mostrado essenciais na busca por antivirais contra o vírus de Marburg (MARV). Este estudo analisou as interações entre três compostos antivirais — Nafamostat, Ivermectina e Lopinavir — e proteínas-chave do vírus: VP24, VP30, VP35, VP40 e GP2. Resultados prévios demonstraram boas energias de afinidade, mapas de potencial e RMSD. Agora, a análise de ligações de hidrogênio durante as simulações reforça tais achados. O Nafamostat apresentou interações com todas as proteínas-alvo, especialmente com VP24 e VP30, chegando a até oito ligações de hidrogênio. A Ivermectina destacou-se nas interações com VP40 e VP30, mantendo boa estabilidade. Já o Lopinavir, embora com afinidade inferior, mostrou interações significativas com GP2 e VP24 em momentos específicos. Os dados sugerem que abordagens computacionais são vantajosas na triagem de fármacos, permitindo identificar compostos promissores com bom perfil de ligação antes dos testes laboratoriais. Entre os analisados, o Nafamostat demonstrou o desempenho mais consistente, seguido pela Ivermectina. Embora o Lopinavir tenha mostrado menos eficácia geral, suas interações pontuais indicam potenciais a ser explorado. Tais resultados reforçam a importância das simulações no avanço de terapias antivirais.