En este artículo se analiza la evolución de la relación entre teoría y práctica a lo largo de las etapas definitorias de la historia del Departamento de Sociología de la Universidad Nacional de Colombia (UNAL). En general, se argumenta que para el momento de su fundación teoría y práctica fueron concebidas como dimensiones complementarias se indiferenciadas del quehacer del/a sociólogo/a. Tal articulación estaría sustentada con base en la alineación de la disciplina con un proyecto de cambio sociopolítico coyuntural. Más tarde, producto de la transformación del campo revolucionario en la UNAL y la reforma al plan de estudios de Sociología, que buscó hacer de la disciplina “nacional, política y científica”, teoría y práctica comienzan a ser dimensiones diferenciadas e incluso opuestas del desenvolvimiento de la disciplina. Para entonces, la dimensión práctica de la sociología es vaciada de todo contenido y posibilidades de realización dada la incapacidad del Departamento de materializar integralmente su renovado proyecto de sociología y todo esto en medio de un contexto universitario y nacional contrario a la cualificación académica del discurso revolucionario. Finalmente, resultado de la creación de la Revista Colombiana de Sociología (RCS) y la reapertura de la Asociación Colombiana de Sociología (ASC), se gestó en el Departamento un proceso de tematización y flexibilización de la sociología. Durante este, si bien hubo una inclusión paulatina de la dimensión práctica de la sociología, esta no se realizó de manera tal que volviera la praxis sociológica un componente integral e indiferenciado de la teoría, como otrora lo fue, sino más bien un elemento análogo y diferencial dentro de la enseñanza de la profesión. Desde entonces, la dimensión teórica de la sociología se ha sostenido como el elemento preponderante dentro de la identidad sociocognitiva del Departamento, determinando en gran parte la manera como re-reproduce la enseñanza de la disciplina en esta unidad académica.
This article analyzes the evolution of the relationship between theory and practice throughout the defining stages of the history of the Department of Sociology at the National University of Colombia. Overall, it is argued that at the time of its foundation, theory and practice were conceived as complementary and undifferentiated dimensions of the sociologist's work. This articulation was based on the alignment of the discipline with a project of sociopolitical change. Later, because of the transformation of the revolutionary field at the National University of Colombia and the reform of the sociology curriculum, which sought to impart a "national, political, and scientific" emphasis to the discipline, theory and practice began to be differentiated and even opposed dimensions of the development of the discipline within and outside the Department. By then, the practical dimension of sociology was emptied of all content and possibilities of realization given the Department's inability to fully materialize its renewed sociology project, all in the midst of a university and national context contrary to the academic qualification of the revolutionary discourse. Finally, as a result of the creation of the Colombian Journal of Sociology (RCS) and the reopening of the Colombian Association of Sociology (ASC), a process of thematization and flexibilization of sociology was initiated in the Department. During this process, although there was a gradual inclusion of the practical dimension of sociology, it was not carried out in a way that sociological praxis returned to being an integral and undifferentiated component of theory, as it once was, but rather an analogous and differential element within the teaching of the profession. Since then, the theoretical dimension of sociology has remained the predominant element within the sociocognitive identity of the Department, largely determining how the teaching of the discipline is reproduced in this academic unit.
Neste artigo, analisa-se a evolução da relação entre teoria e prática ao longo das etapas definidoras da história do Departamento de Sociologia da Universidade Nacional da Colômbia. Em geral, argumenta-se que no momento da fundação do Departamento de Sociologia, teoria e prática foram concebidas como dimensões complementares e indiferenciadas do trabalho do sociólogo. Tal articulação esteve sustentada na alinhamento da disciplina com um projeto de mudança sociopolítica conjuntural de grande trascendência. Mais tarde, produto da transformação do campo revolucionário na Universidade Nacional da Colômbia e da reforma ao plano de estudos de sociologia com o Acordo 09 de 1969 do Conselho Superior Universitário, que buscou imprimir na sociologia um caráter “nacional, político e científico”, teoria e prática começaram a ser dimensões diferenciadas e até opostas do desenvolvimento da disciplina dentro e fora do Departamento de Sociologia. Por então, a dimensão prática da sociologia foi esvaziada de todo conteúdo e possibilidades de realização dada a incapacidade do Departamento de materializar integralmente seu renovado projeto de disciplina sociológica e tudo isso em meio a um contexto universitário e nacional contrário à qualificação acadêmica do discurso revolucionário. Finalmente, resultado da criação da Revista Colombiana de Sociologia (RCS) e da reapertura da Associação Colombiana de Sociologia (ASC), gerou-se no interior do Departamento um processo de tematização e flexibilização da sociologia. Durante este processo, embora tenha havido uma inclusão paulatina da dimensão prática da sociologia, isso não ocorreu de maneira a tornar a praxis sociológica um componente integral e indiferenciado da teoria, como foi durante sua fundação, mas sim um elemento análogo e diferencial dentro do ensino da profissão. Desde então, a dimensão teórica da sociologia tem sido o elemento predominante na identidade sociocognitiva do Departamento, determinando em grande parte a maneira como se reproduz o ensino da disciplina nesta unidade acadêmica até o dia de hoje.