, Eduardo Díaz Cano 
, Maximiliano Fernández Fernández 
En este artículo abordamos el tema del tiempo en Pierre Bourdieu. A partir de la distinción hecha por Hermínio Martins, entre temporalismo temático y temporalismo sustantivo, en la primera parte del presente trabajo, llevamos a cabo un análisis de algunas de las principales obras de Bourdieu en búsqueda de huellas relacionadas con el tiempo, y concluimos que hay cuatro aspectos temáticos especialmente relevantes: la diferencia entre tiempo newtoniano y tiempo práctico, la interconexión entre tiempo y poder, la relación del tiempo con protensiones y retenciones y la contraposición entre tiempo tradicional y tiempo moderno.
Y, en la segunda parte, nos centramos en los conceptos bourdieusianos más relacionados con la temática del tiempo, como el concepto de habitus, el de campo, la articulación de la sociología y la filosofía, y la sociología y la historia, y la cuestión del universalismo y de la racionalización.
Desde el punto de vista más metodológico, después de haber consultado los índices de las principales obras de Bourdieu, hemos analizado aquellas que estaban más relacionadas con la temática del tiempo en su doble vertiente.
Los resultados de nuestro análisis demuestran que, aunque, por lo general, el tema del tiempo ocupa una posición subordinada en la sociología de Bourdieu, de todas formas, en algunas obras, como los textos sobre Argelia o Meditaciones pascalianas, su presencia no es desdeñable y merece ser profundizada, entre otras razones, porque se entrelaza con otras cuestiones muy relevantes, como el cambio de las estructuras socioeconómicas, la contraposición entre el mundo tradicional y la modernización forzada, la globalización neoliberal, etc. Además, el concepto de habitus, fundamental en el pensamiento de Bourdieu, tiene una relación estrecha con la temática del tiempo, en cuanto constituye un puente entre las experiencias pasadas y futuras, así como el concepto de campo. Por otro lado, la misma sociología, según Bourdieu, se contrapone a la filosofía y a la historia por su peculiar relación con el tiempo, tanto al atemporalismo filosófico como a la pérdida en la polvareda de la historia.
Neste artigo, abordamos o tema do tempo em Pierre Bourdieu. Partindo da distinção feita por Hermínio Martins entre temporalismo temático e temporalismo substantivo, na primeira parte efetuamos uma análise de algumas das principais obras de Bourdieu em busca de vestígios relacionados com o tempo, e concluímos que quatro aspectos temáticos são particularmente relevantes: a diferença entre o tempo newtoniano e o tempo prático, a interligação entre tempo e poder, a relação do tempo com protensões e retenções, e o contraste entre o tempo tradicional e o tempo moderno.
Na segunda parte, centrámo-nos nos conceitos bourdieusianos mais próximos do tema do tempo tais como o conceito de habitus, o campo, a articulação entre sociologia e filosofia, sociologia e história, e a questão do universalismo e da racionalização. De um ponto de vista mais metodológico, depois de consultados os índices das principais obras de Bourdieu, analisámos as que mais se relacionavam com o tema do tempo na sua dupla vertente.
Os resultados da nossa análise mostram que, embora o tema do tempo ocupe geralmente uma posição subordinada na sociologia de Bourdieu, em algumas obras, tais como os textos sobre a Argélia ou Meditações pascalianas, a sua presença não é negligenciável e merece ser explorada em maior profundidade, entre outras razões porque está entrelaçada com outras questões muito relevantes, tais como a mudança das estruturas socioeconómicas, o contraste entre o mundo tradicional e a modernização forçada, a globalização neoliberal, etc.
Além disso, o conceito de habitus, fundamental no pensamento de Bourdieu, está intimamente relacionado com o tema do tempo, na medida em que constitui uma ponte entre experiências passadas e futuras assim como o conceito de campo. Por outro lado, a própria sociologia, segundo Bourdieu, opõe-se à filosofia e à história devido à sua peculiar relação com o tempo, tanto à intemporalidade filosófica como ao facto de se perder no pó do acontecimento da história.
In this article, we address the issue of time in Pierre Bourdieu. Starting from the distinction made by Hermínio Martins, between thematic temporalism and substantive temporalism, in the first part of this paper, we carry out an analysis of some of Bourdieu's main works in search of traces related to time, and we conclude that four thematic aspects are particularly relevant: the difference between Newtonian time and practical time, the interconnection between time and power, the relation of time with protentions and retentions, and the contrast between traditional time and modern time. And in the second part, we focus on the Bourdieusian concepts most closely related to the theme of time, as the concept of habitus, field, the articulation of sociology and philosophy, and sociology and history, and the question of universalism and rationalization. From a more methodological point of view, after having consulted the indexes of Bourdieu's main works, we have analyzed those that were most related to time in its double aspect. The results of our analysis show that, although, in general, the issue of time occupies a subordinate position in Bourdieu's sociology, nevertheless, in some works, as the texts on Algeria or Pascalian Meditations, its presence is not negligible and deserves to be deepened, among other reasons, because it is intertwined with other very relevant issues, as the change of socio-economic structures, the contrast between the traditional world and forced modernization, neoliberal globalization, etc. Moreover, the concept of habitus, fundamental in Bourdieu's thought, has a close relationship with the theme of time, insofar as it constitutes a bridge between past and future experiences. On the other hand, sociology itself, according to Bourdieu, is opposed to philosophy and history because of its peculiar relation to time, both to the philosophical timelessness and to the loss in the dust of history.