A expansão do uso de tecnologias baseadas em inteligência artificial nos ambientes educacionais tem levantado questões sobre suas possibilidades pedagógicas, sobretudo quando integradas a abordagens centradas na aprendizagem ativa e criativa. Este estudo teve como propósito analisar as potencialidades e os limites do uso da inteligência artificial em práticas educativas que valorizam o protagonismo discente e a personalização do ensino. A pesquisa foi conduzida por meio de uma revisão integrativa da literatura, com base em estudos publicados entre 2018 e 2025, localizados em bases científicas nacionais e internacionais, utilizando estratégias sistematizadas de busca e análise conforme o modelo PRISMA. Os resultados apontam que a inteligência artificial pode favorecer trilhas formativas personalizadas, ampliar a autonomia dos estudantes e otimizar a mediação pedagógica, desde que esteja ancorada em fundamentos éticos, intencionais e formativos. Também foram identificados ambientes relacionadas à formação docente, infraestrutura e políticas institucionais. Conclui-se que a integração entre inteligência artificial e metodologias ativas oferece contribuições relevantes para o redesenho dos processos educacionais, implicando em novos desafios para a formação, a gestão e a pesquisa em educação.