O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) representa uma das principais causas de morbimortalidade global, impondo desafios significativos à saúde pública. Este artigo de revisão sistemática busca sintetizar as evidências mais recentes sobre as implicações prognósticas pós-IAM e os fatores de risco associados, com foco em publicações entre 2019 e 2024. A metodologia empregada consistiu na análise aprofundada de documentos previamente selecionados, permitindo uma compreensão abrangente dos aspectos que influenciam a qualidade de vida e a sobrevida dos pacientes. Os resultados revelam que, embora o tratamento agudo do IAM tenha avançado, a progressão para insuficiência cardíaca, recorrência de eventos e mortalidade a longo prazo permanecem preocupantes. Fatores como idade avançada, diabetes, doença renal crônica, e um estilo de vida não saudável são consistentemente associados a um pior prognóstico. A qualidade de vida pós-IAM é multifatorial, impactada por aspectos físicos, psicológicos e socioeconômicos. A necessidade de uma abordagem multidisciplinar, com ênfase na educação do paciente, modificação do estilo de vida e apoio psicossocial contínuo, é fundamental para otimizar os desfechos. Conclui-se que a gestão eficaz dos fatores de risco e a implementação de estratégias de autocuidado e reabilitação são cruciais para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida de indivíduos que sofreram IAM, demandando maior atenção e capacitação dos profissionais de saúde.