Embora decretado o fim da pandemia da COVID-19 em maio de 2023, o mundo ainda registra milhares de casos diariamente de contaminação, assim como centenas de óbitos em função da doença. Cabe ressaltar que o desenvolvimento de vacinas possui caráter preventivo de modo que ainda há a necessidade premente de desenvolvimento de possíveis fármacos que possam auxiliar no combate à COVID-19. Uma alternativa viável consiste no uso da química computacional na investigação de derivados de produtos naturais na prospecção de novos medicamentos. Neste trabalho foi investigado a capacidade inibidora enzimática de derivados da Catharanthus roseus na prospecção de novos fármacos contra a COVID-19. A metodologia in sílico adotada foi a ancoragem molecular no sítio ativo da protease MPRO (PDB Code 6lu7), análise Drug-likeness, ADME (Absorção, Distribuição, Metabolismo, excreção) e toxidade. Os principais resultados demonstraram que os ligantes ajmalicine e akuammigine possuem energia livre de Gibbs de ligação consideravelmente negativas, e baixos valores de constante de inibição enzimática, o que favorecem a formação e estabilidade química dos complexos formados. Complexos com consideráveis estabilidade química formados a partir de moléculas ligantes inibidoras de atividade biológica são de extrema valia na prospecção de novos candidatos à fármacos. Estes mesmos ligantes também passaram nos testes de Drug-likeness, ADME e de toxidade. Estes achados científicos abrem caminhos para novas investigações via dinâmica molecular, in vitro ou mesmo in vivo.