O Transtorno do Espectro Autista é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta, de maneira variável, a comunicação, a interação social e os comportamentos de quem é diagnosticado. A inclusão de estudantes com o transtorno nas escolas demanda práticas pedagógicas adaptadas às suas necessidades específicas. Esse estudo buscou compreender as perspectivas e estratégias adotadas por professores do Atendimento Educacional Especializado no que se refere as adaptações curriculares voltadas à esses alunos. A pesquisa, de natureza qualitativa, foi realizada em uma cidade paranaense, com professores do atendimento especializado que atuam no Ensino Fundamental II da rede pública. A coleta de dados ocorreu por meio de questionário eletrônico via Google Forms® e a análise seguiu os pressupostos da análise de conteúdo. Participaram 24 professores, sendo que 11 estavam na faixa etária entre 41 e 50 anos. Metade possuía até 10 anos de experiência no serviço. A análise revelou cinco categorias principais: respeito, individualidade e inclusão; necessidade de laudo diagnóstico para orientar o trabalho do professor; importância do professor assistente; diferentes abordagens utilizadas em sala de aula; e ações desalinhadas do professor ao que o aluno precisava. Os achados indicam que a inclusão de alunos com autismo é um processo complexo, marcado por avanços e desafios. Destacam-se a importância das adaptações individualizadas, do professor assistente e da formação contínua. A ausência de laudos e o desalinhamento entre práticas e necessidades dos alunos ainda são obstáculos relevantes.