Este artículo examina las formas en que la política exterior hacia África de Brasil durante la administración de Ernesto Geisel (1974–9) utilizó las nociones de ‘democracia racial’ y la africanidad nacional para ubicarse a sí mismo como un aliado intrínseco del continente al otro lado del Atlántico. El material lo hace a partir del análisis de la participación brasileña en el Segundo Festival Mundial de Arte y Cultura Negra y Africana (FESTAC’77, 15 de enero–12 de febrero de 1977), en Lagos, Nigeria. El evento internacional celebró contribuciones pasadas y presentes de culturas negras y africanas a la civilización global. Una evaluación de la delegación gubernamental brasileña al FESTAC’77 muestra cómo la administración de Geisel intentó presentar a Brasil como una sociedad armoniosamente integrada donde, por medio de un proceso histórico de mestizaje, la identidad racial de la nación se unió en un todo equitativo. Por el lado contrario, la propagación de estas ideas en el FESTAC’77 hizo que la ideología racial del régimen fuera blanco de ataques de parte de audiencias internacionales y domésticas.
Este artigo examina as maneiras pelas quais a política externa do Brasil na África durante o governo de Ernesto Geisel (1974–9) utilizou noções de ‘democracia racial’ e a africanidade da nação para se enquadrar como um parceiro intrínseco do continente do outro lado do Atlântico. Isso é feito por meio de uma análise do envolvimento do Brasil no Segundo Festival Mundial de Artes e Cultura Negra e Africana (FESTAC’77, 15 de janeiro a 12 de fevereiro de 1977), realizado em Lagos, Nigéria. O evento internacional celebrou as contribuições passadas e presentes das culturas negra e africana para a civilização global. Uma avaliação da delegação do governo brasileiro no FESTAC’77 mostra como o governo Geisel tentou retratar o Brasil como uma sociedade harmoniosamente integrada, onde, por meio de um processo histórico de mistura, a identidade racial da nação foi unida em um todo equitativo. Em contrapartida, a propagação dessas ideias no FESTAC’77 deixou a ideologia racial do regime vulnerável a ataques de públicos internacionais e nacionais.
This article examines the ways in which Brazil's African foreign policy during the Ernesto Geisel administration (1974–9) utilised notions of ‘racial democracy’ and the nation's Africanity in framing itself as an intrinsic partner to the continent across the Atlantic. It does this through an analysis of Brazil's involvement at the Second World Black and African Festival of Arts and Culture (FESTAC’77, 15 January–12 February 1977), hosted in Lagos, Nigeria. The international event celebrated past and present contributions of Black and African cultures to global civilisation. An assessment of the Brazilian government's delegation to FESTAC’77 shows how the Geisel administration attempted to depict Brazil as a harmoniously integrated society, where, through a historic process of mixing, the nation's racial identity was united into an equitable whole. In contrast, the propagation of these ideas at FESTAC’77 left the regime's racial ideology vulnerable to attack from international and domestic audiences.