Santiago, Chile
Oxford District, Reino Unido
El papel central de las élites económicas en la configuración de las políticas públicas en América Latina es cada vez más claro. Sin embargo, la mayor parte de la literatura reciente sobre el tema se centra en contextos democráticos. Este artículo analiza la privatización de las pensiones en Chile como un estudio de caso para ampliar nuestra comprensión de la interacción entre empresarios y Estado en contextos autoritarios. Globalmente, la reforma de las pensiones de 1981 llevada a cabo durante la dictadura de Pinochet se convirtió en un ejemplo de privatización de las pensiones en varios países del mundo. El análisis del proceso de formulación de esta política, basado en material empírico novedoso, muestra que desde 1973 los grupos financieros acumularon un poder creciente que les permitió primero (a) derrotar a sus oponentes al interior de la élite económica, (b) dominar a sus rivales dentro del Estado y, finalmente, (c) obligar a Pinochet a aprobar la privatización de las pensiones. Nuestros hallazgos enfatizan la necesidad de incluir el estudio de los recursos de poder de diferentes actores – junto con aspectos ideológicos y la estructura del régimen – para comprender el resultado de los procesos políticos en contextos autoritarios.
O papel central das elites econômicas na definição das políticas públicas na América Latina tornou-se cada vez mais claro. No entanto, a maior parte da literatura recente sobre o assunto centra-se em contextos democráticos. Este artigo analisa a privatização das pensões no Chile como um estudo de caso para melhorar a nossa compreensão da interação entre empresas e Estado em contextos autoritários. Globalmente, a reforma das pensões de 1981, levada a cabo durante a ditadura de Pinochet, tornou-se um exemplo de privatização das pensões em vários países do mundo. A análise do processo de elaboração desta política, com base em material empírico novo, mostra que desde 1973 os grupos financeiros acumularam um poder crescente que lhes permitiu primeiro (a) derrotar os seus oponentes dentro da elite econômica, (b) dominar os seus rivais dentro do Estado, e, finalmente, (c) forçar Pinochet a aprovar a privatização das pensões. Os nossos resultados sublinham a necessidade de incluir o estudo dos recursos de poder dos diferentes atores – juntamente com aspectos ideológicos e a estrutura do regime – para compreender o resultado dos processos políticos em contextos autoritários.
The central role of economic elites in shaping public policy in Latin America has become increasingly clear. Yet most of the recent literature on the subject focuses on democratic contexts. This paper analyses pension privatisation in Chile as a case study for improving our understanding of business–state interaction in authoritarian contexts. Globally, the 1981 pension reform carried out during the Pinochet dictatorship became an example for pension privatisation elsewhere. Analysis of the policy-making process, based on novel empirical material, shows that from 1973 financial groups accumulated growing power which enabled them to first (a) defeat their opponents within the economic elite, (b) overpower their rivals within the state and, finally, (c) force Pinochet into passing pension privatisation legislation. Our results stress the need to include the study of different actors’ power resources – along with ideological issues and the regime structure – in attempts to understand the outcome of policy processes in authoritarian contexts.