Cleonice Moreira Lino, Polyana Carvalho Nunes, Anna Karla Barros da Trindade, Igor Mendes Dias
A matemática, muitas vezes vista como inacessível e desinteressante, sofre com representações sociais negativas que contribuem para a aversão de estudantes à disciplina. Com o avanço da internet e o uso massivo das redes sociais, essa percepção tem sido reforçada por meio de conteúdos humorísticos, especialmente os memes. Diante disso, pergunta-se: de que maneira os memes compartilhados nas redes sociais contribuem para reforçar estereótipos negativos em relação à matemática? O presente trabalho tem como objetivo analisar memes divulgados no Facebook e Instagram que veiculam mensagens negativas sobre essa área do conhecimento, contribuindo para sua imagem como difícil e destinada a poucos. A fundamentação teórica baseia-se na concepção original de “meme” proposta por Richard Dawkins (1976), sendo complementada pelos estudos de Recuero (2010), Chagas e Toth (2016), além da abordagem das representações sociais conforme Ramos (2003). A pesquisa é qualitativa, com abordagem bibliográfica e viés analítico, descritivo e interpretativo. O corpus é composto por cinco memes selecionados, examinados com base na semiótica e no referencial teórico. Os resultados indicam que esses memes reforçam visões negativas da matemática. Concluímos que, embora os memes tenham potencial pedagógico, os analisados reiteram estereótipos prejudiciais que devem ser desconstruídos na sociedade e nas instituições de ensino.