Gabriella Gonçalves Monteiro Martins, Rogério Oliveira Araújo, Olívia Cristina Perez
Esta pesquisa analisa em que medida as pautas progressistas do governo do PT (2002 - 2022) estimularam a presença de parlamentares jovens e evangélicos na Câmara dos Deputados. Para esse fim utilizamos de metodologia quantitativa descritiva a partir do banco de dados do ESEB de 2002 a 2022, e o banco de dados das candidaturas disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral, bem como os perfis dos candidatos eleitos dispostos no site oficial da Câmara de Deputados e o Banco de Dados da 56ª legislatura elaborado pela plataforma Religião e Poder. Analisamos as variáveis de votação dos jovens evangélicos; ano eleitoral; turno; tipo de candidatura e faixa etária e a participação na Frente Parlamentar Evangélica. A partir dessas variáveis chegamos aos resultados que evidenciam o avanço da presença de parlamentares pentecostais como uma reação a presença de pautas políticas que contrariam a moral cristã, e o afastamento desses jovens do partido que esteve no poder no momento em que essas pautas foram propostas (PT). Destaca-se também a posição dos jovens evangélicos quanto ao apoio a pautas morais e questões relacionadas a homofobia, aborto e família.