Introdução: O treinamento muscular inspiratório (TMI) tem sido incluído em programas de reabilitação cardíaca (RC) na Fase II, visto que nessa fase as repercussões funcionais ainda se fazem presentes. Entretanto, os efeitos do TMI na espessura diafragmática, avaliada por ultrassonografia, em pacientes pós-cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) ainda necessitam de maiores elucidações. Objetivo: Avaliar o impacto da adição do TMI de moderada a alta intensidade associado ao exercício aeróbico e resistido, de curto prazo, sobre a espessura diafragmática (desfecho primário) em pacientes pós-CRM na Fase II da RC. Método: Estudo quase experimental com 19 pacientes pós-CRM divididos aleatoriamente em 2 grupos: grupo intervenção – GI (n=10), que realizou TMI de moderada a alta intensidade associado a RC, e grupo sham – GS (n=9) que foi submetido ao TMI sham associado a RC, durante 12 semanas com 2 sessões semanais. Pré e pós-intervenção também foram avaliadas: a força muscular respiratória (manovacuometria) e resistência muscular respiratória (teste incremental e teste constante). Resultados: Houve aumento significativo somente no GI para espessura diafragmática (0,02 cm; IC 95% 0,001 a 0,036; Cohen d 0,66), pressão inspiratória máxima - PImáx (26,60 cmH2O; IC 95% 16,37 a 36,83; Cohen d 0,38) e pressão inspiratória máxima sustentada - PimáxS (16,10 cmH2O; IC 95% 0,46 a 31,74; Cohen d 0,85). Na comparação entre os grupos não houve diferença significativa. Conclusão: A adição do TMI propiciou incremento na espessura muscular diafragmática, pressão inspiratória máxima e resistência muscular inspiratória em pacientes pós-CRM.