Este artículo examina las actividades de las Comunidades Cristianas Populares (CCP) en barrios marginados de la capital de Chile, Santiago, durante la dictadura de Augusto Pinochet. Se rastrea cómo las CCP surgieron, prosperaron y luego se estancaron, para mostrar la incómoda coexistencia entre las prácticas de liberación propugnadas por los sectores populares y los paradigmas eclesiásticos tradicionales hasta su ruptura en 1990. Al hacerlo, sostengo que el ritual religioso es una importante forma de protesta social contra el autoritarismo. Las procesiones públicas expusieron tensiones entre la Iglesia y el Estado, dentro de los diversos miembros de la Iglesia, así como entre miembros de la comunidad cristiana y militantes de partidos de izquierda. A finales de la década de 1980, en la medida que la Iglesia se alejaba cada vez más de la teología de la liberación, la dictadura cooptó con éxito a las organizaciones sociales y volvió los rituales religiosos en gran medida ineficaces como forma de protesta social.
Este artigo examina as atividades das Comunidades Cristãs Populares (CCPs) em bairros marginalizados da capital do Chile, Santiago, durante a ditadura de Augusto Pinochet. Ele traça como os CCPs surgiram, prosperaram e depois pararam, para mostrar a difícil coexistência entre as práticas libertacionistas defendidas pelos setores populares e os paradigmas eclesiásticos tradicionais até ao seu ponto de ruptura em 1990. Ao fazê-lo, defendo que o ritual religioso é uma importante forma de protesto social contra o autoritarismo. As procissões públicas expuseram tensões entre a Igreja e o Estado, dentro dos diversos constituintes da Igreja, bem como entre membros da comunidade cristã e militantes de partidos de esquerda. No final da década de 1980, à medida que a Igreja se afastava cada vez mais da teologia da libertação, a ditadura cooptou com sucesso as organizações sociais e tornou os rituais religiosos largamente ineficazes como forma de protesto social.
This article examines the activities of Comunidades Cristianas Populares (Popular Christian Communities, CCPs) in marginalised neighbourhoods of Chile's capital, Santiago, during the Augusto Pinochet dictatorship. It traces how the CCPs emerged, thrived and then stopped, to showcase the uneasy co-existence between liberationist practices espoused by popular sectors and traditional ecclesiastical paradigms until their breaking point in 1990. In doing so, I argue that religious ritual is an important form of social protest against authoritarianism. Public processions exposed tensions between the Church and state, within the Church's diverse constituents, as well as between Christian community members and left-wing party militants. In the late 1980s, as the Church increasingly retreated from liberation theology, the dictatorship successfully co-opted social organisations and rendered religious rituals largely ineffective as a form of social protest.