Perú
Estudios recientes sobre la figuración de la nación en Hispanoamérica del siglo XIX han utilizado análisis sofisticados de diferentes tipos de fuentes para sugerir que las referencias Indígenas fueron progresivamente excluidas del espacio público urbano como símbolos nacionales. En estos espacios, las autoridades criollas se colocaron a sí mismas y a sus ancestros como protagonistas. Sin embargo, estos estudios han descuidado una fuente muy representativa: los nombres de las calles. Este artículo demuestra que la nomenclatura de las calles fue clave para imaginar la nación en una ciudad capital y muestra una tendencia diferente a la establecida utilizando otros tipos de fuentes. Específicamente, después de la reforma municipal de 1861 de los nombres de las calles en Lima, Perú, la mayoría de los nombres oficiales fueron Indígenas y no celebraban a las elites criollas o militares. Este artículo examina esta reforma y los conflictos que provocó.
Recent studies on the figuration of the nation in nineteenth-century Hispanic America have used sophisticated analyses of different media to suggest that Indigenous references were progressively excluded from urban public space as national symbols. In these spaces, the creole authorities placed themselves and their ancestors centre stage. However, these studies have neglected a highly representative medium: street names. This article demonstrates that street nomenclature was key in figuring the nation in a capital city and shows a different trend from that established using other media. Specifically, after the 1861 municipal reform of street names in Lima, Peru, the majority of official names were Indigenous and did not celebrate creole or military elites. This article examines this reform and the conflicts it provoked.
Estudos recentes sobre a figuração da nação na América hispânica do século XIX utilizaram análises sofisticadas de diferentes tipos de fontes para sugerir que as referências Indígenas foram progressivamente excluídas do espaço público urbano como símbolos nacionais. Nestes espaços, as autoridades crioulas colocaram a si mesmas e aos seus antepassados como protagonistas. No entanto, estes estudos negligenciaram um tipo de fonte altamente representativo: os nomes das ruas. Este artigo demonstra que a nomenclatura das ruas foi fundamental na figuração da nação em uma capital e mostra uma tendência diferente daquela estabelecida por outros tipos de fontes. Especificamente, após a reforma municipal de nomes de ruas de 1861 em Lima, Peru, a maioria dos nomes oficiais eram Indígenas e não celebravam as elites crioulas ou militares. Este artigo examina esta reforma e os conflitos que ela provocou.