Vitor Hugo Monteiro Alves, Krycia Renata da Rocha Conceição, Antonio Thiago da Silva Santos, Alan da Silva Luz, André Lemos Albuquerque de Castro, Joaquim André Silva da Luz
Objetivos: Este estudo investiga os impactos emocionais da prática esportiva intensiva em atletas amadores do ensino médio público, com foco no burnout esportivo e na contribuição da Educação Física na promoção da saúde mental. O objetivo central é analisar os desafios emocionais desses jovens e propor estratégias pedagógicas que conciliem demandas acadêmicas e esportivas, prevenindo o esgotamento.
Referencial Teórico: O burnout esportivo é um fenômeno caracterizado por exaustão física e emocional, despersonalização e sentimento de ineficácia, sendo comum entre atletas submetidos a cargas intensas de treino e pressão por desempenho (Raedeke & Smith, 2001; Gustafsson et al., 2017). No contexto escolar, a Educação Física pode atuar como mediadora na promoção do bem-estar emocional, ao desenvolver competências socioemocionais e estratégias de enfrentamento (Darido & Mesquita, 2021). A revisão da literatura destaca a importância de políticas pedagógicas voltadas à gestão do estresse esportivo e acadêmico (Samulski, 2009; Santos et al., 2023).
Método: A pesquisa utiliza uma abordagem mista, combinando revisão sistemática, análise qualitativa e estudo de caso em três escolas brasileiras. Foram analisados dados quantitativos e qualitativos, incluindo entrevistas com professores, treinadores e alunos, além de questionários sobre carga de treino, rendimento escolar e sintomas de burnout. A análise estatística incluiu testes t para amostras independentes e ANOVA, seguindo recomendações metodológicas de Field (2022).
Resultados e Discussão: Os achados revelam que 60% dos atletas estudantis enfrentam dificuldades emocionais relacionadas à sobrecarga esportiva (40 horas semanais), cobrança excessiva (72%) e falta de suporte psicológico. Consequências incluem queda de 22% no rendimento acadêmico e aumento de 40% no risco de lesões. Intervenções como flexibilização curricular (redução de 38% no estresse), programas de mentoria (85% de satisfação) e aulas de Educação Física com foco socioemocional (aumento de 35% na motivação) mostraram-se eficazes na prevenção do burnout. A Educação Física escolar deve adotar práticas pedagógicas que integrem psicologia do esporte e acompanhamento emocional, promovendo equilíbrio entre esporte e educação.