Este artigo tem como objetivo descrever a ideia de agência parcial, uma crítica à então prevalente teoria da dominação e que busca formas de valorizar a autonomia das mulheres, sem negar o contexto sistemático de opressão de gênero. Concluo que essa corrente pode contribuir para a elaboração, no Brasil, de uma agenda de pesquisa em políticas públicas que valorizam as instâncias de autodeterminação das mulheres.