Roberta Rayza Silva de Mendonça
, Allene Carvalho Lage
Ao tratar sobre a temática dos deslocamentos forçados é preciso discutir acerca das violações de direitos humanos com as quais as mulheres em situação de refúgio se deparam ao chegarem nos países de acolhimento. Os dados que o ACNUR apresenta, através dos relatórios nominados Global Trends apontam que o número de pessoas que foram obrigadas a se deslocar no ano de 2020, totalizou 82,4 milhões. Nesse caminho, o objetivo geral consiste em compreender as principais violações de direitos humanos que as mulheres em situação de refúgio vivenciam nos países de acolhimento. Para isso, nos utilizamos de uma abordagem qualitativa com finalidade exploratória e descritiva, coleta de dados documental e análise de conteúdo para que fosse possível perceber quais direitos humanos não são assegurados para essas mulheres. As informações acerca desse cenário apontam que falta de moradia, alimentação e violência sexual são as violações mais presentes em suas vidas quando chegam aos países de acolhimento. Assim, se faz necessário fortalecer as redes de proteção para que seja possível assegurar direitos para essas mulheres com status de refugiada nos países de acolhimento para garantir seu desenvolvimento pessoal, social e econômico.