Gabriel Landim de Souza, Iluska Maria da Silva Coutinho
En una sociedad de plataformas (Helmond, 2015), los ciudadanos toman decisiones y forman opiniones a través de las redes sociales digitales. Las affordances de las plataformas (Gibson, 1977) han repercutido en la rutina de producción del periodismo. Los medios de comunicación han comenzado a someterse a la lógica algorítmica (Barros et al., 2021; Gillespie, 2018) y a las posibilidades que permite la inteligencia artificial (Sichman, 2021) para compartir noticias. Buscamos entender cómo el periodismo lidia con la mediación algorítmica sin perder el control sobre su contenido. Combinamos la investigación bibliográfica con un estudio documental de los principios editoriales del Grupo Globo, uno de los principales medios de comunicación de Brasil, que ha actualizado sus políticas sobre el uso de la inteligencia artificial en el periodismo. Utilizando el Análisis de Materialidad Audiovisual (Coutinho, 2018), que tiene como objetivo identificar conflictos narrativos y producciones de sentido, realizamos una investigación empírica con un reportaje emitido en el Jornal Nacional de TV Globo, que aborda la actualización de los principios editoriales, para entender cómo el grupo divulga el tema. Ante la falta de transparencia digital y el riesgo de perder el control de la circulación de sus contenidos, el medio enfatizó el papel del periodista en la finalización de los textos mediados por algoritmos y reforzó públicamente este compromiso. Es necesario comprender las amenazas que pesan sobre la prensa veladas por los códigos informáticos.
In a Platform Society (Helmond, 2015), citizens make decisions and form opinions through digital social networks. The affordances (Gibson, 1977) of platforms have impacted journalism's production routine. Media companies have started to submit to algorithmic logic (Barros et al., 2021; Gillespie, 2018) and the possibilities allowed by artificial intelligence (Sichman, 2021) to share news. We sought to understand how journalism deals with algorithmic mediation without losing control over its content. We combined bibliographical research with a documentary survey of the editorial principles of Grupo Globo, one of Brazil's leading media companies, which has updated its use policies of artificial intelligence in journalism. Using Audiovisual Materiality Analysis (Coutinho, 2018), which aims to identify narrative conflicts and productions of meaning, we carried out empirical research with a report broadcast on TV Globo's Jornal Nacional, which addresses the updating of editorial principles, to understand how the group publicizes the issue. We found that faced with the risk of losing control over the circulation of their content and taking into account the lack of transparency of digital mechanisms, the outlet highlighted the role of the journalist in finalizing texts mediated by algorithms and publicly reinforced this commitment. It is necessary to understand the new forms of threat to the press, veiled by computer codes.
Em uma Sociedade da Plataforma (Helmond, 2015), cidadãos tomam decisões e formam opiniões por meio das redes sociais digitais. As affordances (Gibson, 1977) das plataformas causaram impactos na rotina produtiva do Jornalismo. Empresas de comunicação passaram a se submeter às lógicas algorítmicas (Barros et al., 2021; Gillespie, 2018) e às possibilidades permitidas pela inteligência artificial (Sichman, 2021) para compartilharem notícias. Buscamos compreender como o Jornalismo lida com as mediações algorítmicas sem perder o controle sobre seus conteúdos. Associamos a pesquisa bibliográfica ao levantamento documental dos princípios editoriais do Grupo Globo, um dos principais do Brasil, que atualizou suas políticas de uso da inteligência artificial no Jornalismo. Por meio da Análise da Materialidade Audiovisual (Coutinho, 2018), que tem o objetivo de identificar conflitos narrativos e produções de sentido, realizamos uma pesquisa empírica com uma reportagem veiculada no Jornal Nacional, da TV Globo, que aborda a atualização dos princípios editoriais, para compreender como o grupo publiciza o assunto. Evidenciamos que diante do risco de perderem o controle sobre a circulação de seus conteúdos e levando em conta a falta de transparência dos mecanismos digitais, o veículo destacou o protagonismo do jornalista na finalização dos textos mediados por algoritmos e reforçou publicamente este mesmo compromisso. Faz-se necessário compreender as novas formas de ameaça à imprensa, veladas por meio de códigos computacionais.