Este artículo se refiere a la articulación del control fiscal participativo y la democracia deliberativa, como una estrategia en la formación del ciudadano para su participación en la vigilancia de los recursos públicos, exponiendo la importancia de este sistema de control dentro de la democracia representativa de la Constitución de 1886 y la democracia participativa de 1991, y su relación con la vigilancia de los recursos públicos.
La Contraloría General de la República ha dispuesto un nuevo diseño de control fiscal participativo que busca cualificar las intervenciones ciudadanas en la vigilancia de los recursos públicos, mediante instrumentos de diálogo y deliberación contenidos en la Resolución 049 de 2019 y en el artículo 60 del Decreto 403 de 2020, que pueden ser de gran utilidad en la vigilancia de los recursos naturales donde existen derechos reconocidos y respecto de los cuales la comunidad o la ciudadanía en general tienen la facultad de intervenir y decidir.
Sin embargo, la aplicación de este nuevo sistema de control participativo se da en una realidad social difícil por la coyuntura política imperante, la debilidad del sistema de pesos y contrapesos que deslegitima el papel de los órganos de control, lo que incrementa la apatía en la ciudadanía.
En consecuencia, la tarea principal de los órganos de control e instituciones públicas, además de fortalecer los espacios de participación y diálogo social, debe orientarse a que sus labores misionales se cumplan acatando los fines esenciales del Estado y los principios fundantes de la Constitución Nacional.
This article refers to the articulation of participatory fiscal control and deliberative democracy, as a strategy in the formation of citizens for their participation in the surveillance of public resources, exposing the importance of this control system within the representative democracy of the Constitution of 1886 and participatory democracy of 1991 and its relationship with the surveillance of public resources.
The Comptroller General of the Republic has ordered a new design of participatory fiscal control that seeks to qualify citizen interventions in the surveillance of public resources, through instruments of dialogue and deliberation contained in Resolution 049 of 2019 and in article 60 of Decree 403 from 2020; which can be very useful in monitoring natural resources where there are recognized rights and with respect to which the community or the general public have the power to intervene and decide.
However, the application of this new system of participatory control occurs in a difficult social reality due to the prevailing political situation, the weakness of the system of checks and balances that delegitimizes the role of the control bodies, which increases apathy in the citizenship.
Consequently, the main task of the control bodies and public institutions, in addition to strengthening the spaces for participation and social dialogue, must be aimed at fulfilling their missionary tasks in compliance with the essential purposes of the State and the founding principles of the National Constitution.
Este artigo refere-se à articulação do controle fiscal participativo e da democracia deliberativa como estratégia na capacitação dos cidadãos para sua participação na fiscalização dos recursos públicos, expondo a importância desse sistema de controle dentro da democracia representativa da Constituição de 1886 e da democracia participativa de 1991, e sua relação com a fiscalização dos recursos públicos. A Controladoria-Geral da República previu um novo desenho de controle fiscal participativo que busca qualificar as intervenções cidadãs na fiscalização dos recursos públicos, por meio de instrumentos de diálogo e deliberação contidos na Resolução 49 de 2019 e no artigo 60 do Decreto 403 de 2020, que podem ser muito úteis na fiscalização dos recursos naturais em que há direitos reconhecidos e com relação aos quais a comunidade ou os cidadãos em geral tem o poder de intervir e decidir. No entanto, a aplicação desse novo sistema de controle participativo está ocorrendo em uma realidade social difícil devido à situação política predominante, à fraqueza do sistema de pesos e contrapesos que deslegitima o papel dos órgãos de controle, o que aumenta a apatia dos cidadãos. Consequentemente, a principal tarefa dos órgãos de controle e das instituições públicas, além de fortalecer os espaços de participação e diálogo social, deve ser orientada para garantir que suas tarefas sejam realizadas em conformidade com os objetivos essenciais do Estado e com os princípios fundamentais da Constituição Nacional.