La masificación de la educación superior en Argentina enfrenta a las universidades públicas con un dilema político: ¿cómo sostener el compromiso con el ingreso irrestricto sin desconocer los efectos excluyentes de la cultura lingüística dominante sobre los sectores menos privilegiados? Esta investigación cualitativa indaga en las perspectivas de coordinadores y docentes de cursos de escritura en el tramo de acceso a tres universidades públicas del conurbano bonaerense. Se destacan dos hallazgos principales: en primer lugar, visiones contrapuestas con respecto a la prontitud de los estudiantes para la escritura académica, por un lado vista como un atributo individual necesario para el éxito universitario y, por el otro, como una responsabilidad institucional para garantizar inclusión. En segundo lugar, el activismo de los docentes-investigadores de escritura surge como una condición necesaria para transcender un abordaje remedial de la enseñanza escritura y desarrollar programas y pedagogías inclusivos. Esta investigación subraya la importancia de reexaminar requisitos de lecto-escritura para el grado universitario, fortalecer la articulación secundaria-universidad y promover colaboraciones intra-universitarias para expandir el apoyo a la escritura.
The massification of higher education in Argentina has created a central dilemma for public universities: how to uphold open access while ensuring that traditional literacy standards do not exclude the most disadvantaged students. This qualitative study examines how writing instructors and program administrators at three public universities in the Buenos Aires conurbation navigate this challenge. Findings reveal two core tensions. First, competing notions of college readiness emerged, viewed either as an individual condition for academic success or an institutional responsibility to guarantee inclusion. Second, the activism of writing program administrators proved crucial in advancing programs and pedagogies that moved beyond a remedial paradigm toward one centered on inclusion. The study underscores the need to reexamine the structure and purpose of early-stage writing instruction and to strengthen partnerships across educational levels and within universities to broaden and sustain writing education opportunities.
A massificação do ensino superior na Argentina coloca as universidades públicas diante de um dilema político: como sustentar seu compromisso com o acesso livre e irrestrito sem ignorar os efeitos excludentes da cultura linguística dominante, que tendem a afetar mais os setores menos privilegiados? A questão é dirigida principalmente aos docentes de disciplinas que têm a função de fortalecer a leitura e escrita na transição ao primeiro ano universitário. Esta pesquisa qualitativa investiga as perspectivas de coordenadores e docentes de disciplinas de redação que são pré-requisito para acessar a graduação em três universidades públicas da região metropolitana de Buenos Aires. Duas conclusões se destacam: primeiro, visões contrastantes sobre a “maturidade acadêmica” dos alunos, por um lado vista como um atributo individual necessário para o êxito universitário e, por outro, como uma responsabilidade institucional para garantir a inclusão. Em segundo lugar, o ativismo dos professores-pesquisadores de escrita surge como uma condição necessária para transcender uma abordagem remediativa ao ensino da escrita e desenvolver programas e pedagogias inclusivos. Esta pesquisa ressalta a importância de reexaminar a estrutura e o propósito do ensino da escrita no ingresso na universidade, de fortalecer a colaboração entre ensino médio e universidade e de promover colaborações intrauniversitárias para expandir e manter o apoio à escrita.