Isabela Fernandes Paim-Teles
, Luciane Muniz Ribeiro-Barbosa
En los debates sobre la educación domiciliaria se ha vuelto recurrente el uso de derechos establecidos por tratados internacionales de derechos humanos, a veces para legitimarlo, a veces para negarlo. En este contexto, este artículo tiene como objetivo analizar la educación domiciliaria en Brasil, a la luz de los documentos internacionales de derechos humanos ratificados por el país. Fruto de una investigación bibliográfica, análisis documental y análisis del discurso en la sentencia del Supremo Tribunal Federal (STF) en el Recurso Extraordinario 888.815/RS (2018), el trabajo señala como principales resultados: el uso frecuente del lenguaje de derechos humanos por parte del Consejo Nacional Associação Nacional de Educação Domiciliar (ANED) y Home School Legal Defense Association (HSLDA), como un intento de cabildeo gubernamental ante los poderes legislativo, ejecutivo y judicial para regular la educación domiciliaria en Brasil; la mención de documentos internacionales de derechos humanos tanto por parte de defensores de la educación domiciliaria como por entidades de la sociedad que han expresado oposición a la práctica en Brasil.
Nos debates que versam sobre a educação domiciliar, tornou-se recorrente o uso dos direitos firmados pelos tratados internacionais de direitos humanos, ora para legitimá-la, ora para negá-la. Nesse contexto, o presente artigo se propõe a analisar a educação domiciliar no Brasil, à luz dos documentos internacionais de direitos humanos ratificados pelo país. Fruto de pesquisa bibliográfica, análise documental e análise do discurso no julgado do Supremo Tribunal Federal (STF) no Recurso Extraordinário 888.815/RS (2018), o trabalho aponta como principais resultados: o uso frequente da linguagem dos direitos humanos pelas Associação Nacional da Educação Domiciliar (ANED) e Home School Legal Defense Association (HSLDA), como tentativa de lobby perante os poderes legislativo, executivo e judiciário para regulamentação da educação domiciliar no Brasil; a menção aos documentos internacionais de direitos humanos tanto pelos defensores da educação domiciliar, como por entidades da sociedade que se manifestaram contrárias à prática no Brasil.
In debates regarding home education, the use of rights established by international human rights treaties has become recurrent, sometimes to legitimize it, sometimes to deny it. In this context, this article aims to analyze home education in Brazil, in light of the international human rights documents ratified by the country. This bibliographical research, documentary analysis and discourse analysis in the judgment of the Federal Supreme Court (STF) in Extraordinary Appeal 888.815/RS (2018), reveals two primary findings: (1) the frequent use of human rights language by the National Education Association Domiciliar (ANED) and Home School Legal Defense Association (HSLDA), as an attempt to lobby the legislative, executive and judiciary powers to regulate home education in Brazil; and (2) the mention of international human rights documents both by defenders of home education and by entities that have expressed opposition to the practice in Brazil.