Zambia
The intensification of liberation wars in Southern Africa in the early 1970s led to the spontaneous influx of African nationalists into Zambia, the majority of whom settled in the country’s capital, Lusaka and adjacent areas. Lusaka became an important public space for the activists. Apart from embracing it as their second home, the nationalists used the city’s safe spaces to organise armed resistance. The city served not only as a crucial site for the recruitment of fighters and a transit centre for activists who sought military training abroad, but also as an important diplomatic venue for the anti‑colonial movement in the sub region. Based on Zambian archival sources, the article examines the significance of Lusaka as a centre of anti‑colonial resistance for Southern Africa. It builds on existing scholarship on major “hubs of decolonisation” in Africa.
L’intensification des guerres de libération en Afrique australe au début des années 1970 a conduit à un afflux spontané de nationalistes africains en Zambie, dont la majorité s’est installée dans la capitale du pays, Lusaka, et ses environs. Lusaka est devenue un espace public important pour les activistes. En plus de l’adopter comme leur deuxième maison, les nationalistes ont utilisé les espaces sûrs de la ville pour organiser la résistance armée. La ville a servi non seulement de site crucial pour le recrutement de combattants et de centre de transit pour les activistes en quête de formation militaire à l’étranger, mais aussi comme une scène diplomatique importante pour le mouvement anticolonial dans la sous‑région. S’appuyant sur des sources archivistiques zambiennes, cet article examine la signification de Lusaka en tant que centre de résistance anticoloniale pour l’Afrique australe. Il s’appuie sur les recherches existantes sur les principales « plaques tournantes de décolonisation » en Afrique.
A intensificação das guerras de libertação na África Austral no início da década de 1970 levou à afluência espontânea de nacionalistas africanos para a Zâmbia, sendo que a maioria se estabeleceu na capital do país, Lusaca, e nas áreas adjacentes. Lusaca tornou‑se um espaço público importante para os ativistas. Para além de a acolherem como a sua segunda casa, os nacionalistas utilizaram os espaços seguros da cidade para organizar a resistência armada. A cidade serviu não só como um local crucial para o recrutamento de combatentes e como centro de trânsito para ativistas que procuravam treino militar no estrangeiro, mas também como um importante palco diplomático para o movimento anticolonial na sub‑região. Baseado em fontes arquivísticas zambianas, este artigo examina a importância de Lusaca enquanto centro de resistência anticolonial na África Austral. Baseia‑se nos estudos existentes relativos aos principais “eixos de descolonização” em África.