Coimbra (Sé Nova), Portugal
For most of the 1960s and 1970s, Algiers, the capital of Algeria, an independent state since July 1962 after a long and bloody war with France, became, by design of the progressive, third-world, pan‑Africanist and socialist leaders who then governed it, a unique place of exile, reception and logistical support that received thousands of combatants and dozens of organisations fighting against various dictatorships, imperialism and colonialism. This was the reason why, based on an idea by Amílcar Cabral, the city was often referred to as the “Mecca of the Revolution”, while Manuel Alegre called it the “capital of utopia”. Many of these temporary residents spoke Portuguese, having arrived from Portugal and Brazil, where they fought dictatorships, and from the then Portuguese colonies in Africa, where they fought for freedom and independence. This article takes a panoramic look at this reality.
Durant la majeure partie des années 1960 et 1970, Alger, la capitale de l’Algérie – un État indépendant depuis juillet 1962, après une longue et sanglante guerre avec la France – est devenue, au gré des dirigeants progressistes, tiers‑mondistes, panafricanistes et socialistes qui la gouvernait alors, un lieu unique d’exil, d’accueil et de soutien logistique qui a accueilli des milliers de combattants et des dizaines d’organisations luttant contre diverses dictatures, l’impérialisme et le colonialisme. C’est pour cette raison que, sur une idée de Amílcar Cabral, la ville a été fréquemment désignée sous le nom de « La Mecque de la Révolution », tandis que Manuel Alegre l’a appelée de « capitale de l’utopie ». Beaucoup de ces résidents temporaires parlaient portugais, venus du Portugal et du Brésil, où ils combattaient les dictatures, ainsi que des anciennes colonies portugaises d’Afrique, où ils luttaient avec les armes à la main pour la liberté et l’indépendance. Cet article propose un regard panoramique sur cette réalité.
Durante a maior parte das décadas de 1960‑1970, Argel, capital da Argélia – um Estado independente desde julho de 1962, após uma guerra longa e sangrenta com a França – tornou-se, por vontade dos dirigentes progressistas, terceiro‑mundistas, pan‑africanistas e socialistas que então a governavam, um lugar único de exílio, acolhimento e apoio logístico que recebeu milhares de combatentes e largas dezenas de organizações em luta contra diversas ditaduras, o imperialismo e o colonialismo. Foi esta a razão pela qual, a partir de uma ideia de Amílcar Cabral, a cidade passou a ser frequentemente designada “Meca da Revolução”, enquanto Manuel Alegre lhe chamou “capital da utopia”. Muitos desses residentes temporários falavam português, chegados de Portugal e do Brasil, onde combatiam as ditaduras, e das então colónias portuguesas de África, onde lutavam de armas na mão pela liberdade e pela independência. Este artigo propõe um olhar panorâmico sobre esta realidade.